The Devil went down to Rio - Parte II


Se você não faz a mínima idéia do que está se passando aqui, nobre (e desocupado) leitor, dê uma olhada (se você tiver saco e, sobretudo, estômago literário para tanto) no post anterior.



Tempo passou e veio o ano de 2001. Logo em Janeiro, o capeta ressurge numa explosão de fogo no cenário do Xuxa Park (verdade, pode procurar por "2001" na Wikipédia!). Pra provar como 2001 foi um ano satânico, logo no dia 20/01, George Bush filho chega à presidência dos EUA. O mundo está novamente nas mãos do diabo (ou de sua família). De quebra, destroem, nesse ano, as estátuas dos Budas no Afeganistão. E as Torres gêmeas (citadas com um mero cunho humanista - não foi culpa do capeta mesmo). Por fim, nesse ano maldito, surge o Windows XP! O mundo se vê envolto em caos...

E o diabo? Segundo testemunhas, foi visto se dirigindo para a Zona Sul do Rio de Janeiro, carregando uns panfletos de faculdades particulares de Direito. Afinal, há cota pra índios, negros, estudantes de escolas públicas, torneiros mecânicos com aspirações indignas, deficientes físicos, mas nem uma mísera vaga para vermelhos. Ora, diabos, que preconceito idiota era esse?! Teria que apelar para o ensino privado. Com seus 66,6 pontos no ENEM, ele poderia muito bem entrar em um desses cursos porcos que aquela coisa esquisita dos advogados do Brasil queria fechar. Como ele já andou pesquisando antes, sabia que qualquer coisa que envolvesse mais de um advogado demorava tempo o suficiente para que ele e seus netos se formassem. Decidiu tentar a sorte.

Mas antes matou John Lee Hooker só pra se vingar do Pascoal.

Logo de começo, o diabo se deu mal. Tomou trote na praia de Ipanema. Os veteranos jogaram tudo o que podiam nele: ovos, tinta, farinha, esquilos, placentas e até velhinhas. Desmoralizado, o diabo foi forçado a ficar 2 horas pendurado em um mastro para rede de vôlei, pra ver se chegava algum navio ao horizonte, e, depois, a assistir à programação evangélica da Record. Mas até isso lhe foi útil. Poderia complementar sua renda com as técnicas perniciosas aprendidas ali.

Mas compensou! Ah, como compensou...

Logo nas aulas iniciais, estava aprendendo sobre ontologia - o estudo sobre a essência das coisas - e, logo que entraram em exemplos, ele se destacou do resto da turma.
"Digam-me, alunos, o que seria a ontologia do Direito?"
"Ver quem destrói o outro com mais eficácia!" - arriscou o diabo no fundo da sala.
"Isso também. Em adição, a lei. Ou a coerção. Ou ainda, se preferir, a sacanagem."
Alguns alunos mais idealistas ficaram revoltados, quem era esse babaca desconstruindo o romantismo e a inocência que eles iriam perder só lá pelo quarto ano de faculdade?

À hora da chamada, todos escutaram o nome: Lúcifer Estrela da Manhã. Frio na espinha, mal estar generalizado. Bah! Besteira! O pai dele devia só escutar muito black metal, death metal, forró ou Falcão. Afinal, existem tantos nomes pro demônio, que era bem provável que pelo menos metade da sala tivesse algum parente ou conhecido que tivesse uma denotação satânica no nome. Além do mais, toda essa modernidade em relação aos nomes... que bobeira, né? Tadinho... o quanto ele deve ter escutado "o capeta em forma de guri" quando era novo... Ninguém merece ser identificado com uma música do Sérgio Mallandro. Nem mesmo o tinhoso. E logo o capeta estava cheio de amiguinhos. Como sempre.

O diabo sempre suscitava as perguntas mais inoportunas. Como no caso de estar a estudar Direito Civil, especificamente Direito das Obrigações: Dar, Fazer e Não Fazer, colocou o professor contra a parede.
"Professor, a esposa tem a obrigação de dar ou de fazer?"

As aulas de Direito do Trabalho também sofreram com sua astúcia.
"Uma prostituta que engravide pode reclamar acidente de trabalho?"
"Um faxineiro do Congresso Nacional pode pedir adicional por insalubridade do local de serviço?"

Os professores estavam estarrecidos. Como aquele sujeitinho irritante e vermelho na primeira fileira conseguia entender tão perfeitamente os nuances da Ciência Jurídica?

E Deus, lá em cima, olha impassível. Um de seus serafins veio humildemente consultá-lo.
"Ó Senhor, vais deixar esse sujeitinho perverter a sociedade brasileira assim, na cara dura?"
"Já chegaram lá antes, pequeno filho. Aqueles caras da estrela vermelha do Apocalipse já fizeram tudo o que o diabo poderia fazer, bem antes dele."
"Mas, Pai, ele vai ficar lá impunemente?"
"Eu dei vários castigos à humanidade. Ao Egito as dez pragas, aos judeus o exílio, aos franceses o queijo, aos norte-americanos os filmes de comédia locais, aos brasileiros o funk. Mas nenhuma dessas pragas se agarrou com tanta força quanto isso de Direito, exceto o telemarketing ou o orkut. Mas, até mesmo os castigos de Deus, são ferramentas contra o diabo. O próprio Pascoal provou isso. E o trote também. Relaxe, pequeno. Além do mais, ele pediu o cancelamento de um cartão de crédito... isso, por si só, já é um castigo maior do que ter caído."

A tese de monografia do tranca-rua foi defendida magistralmente: "O papel do jurista nos conflitos e lides". A idéia central é de que a maioria dos assassinatos, divórcios, estupros e companhias telefônicas só existem de fato para dar dinheiro aos advogados. O que ocasionou uma reviravolta no meio jurídico e fez com que a tal da Ordem dos Advogados do Brasil fechasse mais da metade dos cursos de Direito do país, alegando a má qualidade das instituições. O caso logo foi encobertado. Mas o diabo ganhou notoriedade no mundo jurídico, fazendo com que vários estudantes de Direito fossem peregrinar em sua humilde morada.

"Dr. Lúcifer, Dr. Lúcifer! Por favor, nos diga o que te levou a estudar Direito?"
"Ah... muito simples... quando eu era criança e brincava com os meus coleguinhas, chamei uma delas pra brincar de médico. Ela negou veementemente, dizendo que médico trabalhava muito e ganhava pouco. E me propôs brincar de advogado."
"Só isso?"
"Na verdade, eu tinha tempo demais sobrando e não sabia o que fazer com ele. Como não aceitasse as sugestões de que eu o enfiasse no meu rabo, passei a estudar.

A verdade. Ah... a doce e pura verdade. Nada faz o senado ou um advogado tremer mais do que ela! Logo, todos os discípulos e admiradores do demônio se foram para longe.
Mas que diabos! Não precisava de ninguém mesmo! Sempre foi sozinho. Ia ganhar notoriedade - e dinheiro - por conta própria. E tinha a idéia perfeita... Havia lido sobre o suicídio, e, lembrava-se que incitá-lo ou instigá-lo era crime! Sim, crime! O que significa que toda essa moda de viadagem de música Emo era, na verdade, uma grande campanha de indução ao suicídio! Oras... nem a própria música do inferno incitava essa porcaria! O que? Heavy metal dava no máximo uma lesão corporal leve ou outra... Música do demônio não mata! Tá bom... Um sacrificiozinho ritual uma vez ou outra. Mas, ainda assim, o índice de mortes era menor! Esse negócio de emocore era criminoso mesmo... e como dava dinheiro!

E lá foi o diabo... Processou a maior gravadora que já teve o desprazer (e o lucro) de distribuir esse lixo auditivo e... Perdeu!

Sim, meus amigos! O diabo perdeu a primeira causa na qual advogou! Foi comprovado através de inúmeros laudos médico-psiquiátricos que eram os consumidores da música, e não a música em si, os retardados mentais da história. E como o suicídio não é passível de pena (ou você vai prender um cadáver até ele ser bonzinho e parar de feder pros amiguinhos?), o Dr. Pascoal levou a causa. Vocês ouviram (leram?) bem! Dr. Pascoal! Nesses 10 anos de tranquilidade, Ernesto Pascoal conseguiu sua carteirinha da OAB e tornou-se um grandioso advogado!

E, como foi obrigado a pagar as custas processuais, o capeta teve que vender tudo! Dos chifres até sua coleção do Tiririca. Do rabo (com ou sem ambiguidades) até seu Fiat 147 (sim, ele conseguiu vender. Não pergunte como, ele é o capeta, oras!).

Mas dessa vez não iria voltar pra casa com uma mão na frente e outra atrás... ah não... Agora ficara pessoal! Iria ficar no Rio de Janeiro e ia foder Pascoal com areia e caquinhos de vidro! Fez como todo bom advogado ruim: virou gari. Com direito a sambadinha no carnaval e tudo mais... Mas o diabo tinha uma diferenciação imprevista. Era um advogado normal, como outro qualquer, comprava e vendia almas, vendia Fiats 147 para pessoas com a saúde mental intacta e conseguia até eleger um presidente do PT. Mas o diabo fedia. Puta que pariu! Como fedia! E isso tornava o serviço de gari um tanto quanto peculiar. Quando ele passava na rua recolhendo o lixo, um vudu horrível invadia o local, mas, assim que o caminhão da COMLURB (Companhia de Limpeza Urbana, colegas) deixava a vista, o ambiente parecia tão agradável! Mesmo que o Presidente tivesse baforado o ar depois de uma de suas muitas doses de cachaça, mesmo que um francês tivesse visitado sua casa, mesmo que você tenha servido feijoada com batata doce e ovos ao seu marido... o alívio era divino.

Então, ficou o capeta juntando todo o lixo da cidade (na verdade, quase todo. Infelizmente o obelisco de Ipanema e o gabinete do prefeito Cesar Maia eram grandes demais pro caminhão) enquanto planejava uma longa, dolorosa e malévola vingança.
"Humpf... cidade de merda... se essa porcaria fosse tão boa assim, o dono morava nela - olhou para o Corcovado - dois a zero pra você, cabeludo!"

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Enquanto isso...

A sintonia do canal estava ruim. Na verdade, ruim era perder a esposa pro teu irmão - que é gay. A sintonia estava péssima!

"Ô Pedro! Vamos parando com essa chuvarada toda aí que está quase começando o jornal!"
"Só mais um minutinho, Senhor..."

Ouviu-se primeiro o áudio, depois a imagem foi se formando. Um repórter desses que parece ter passado a eternidade dentro de um guarda roupas junto com uma máquina de café expresso ia falando numa tranquilidade odiosamente jornalística.

"A tradicional imagem de Jesus com cabelos loiros e olhos azuis foi abalada em março por um computador, que recriou o rosto de um homem da época de Cristo baseado em descrições de especialistas."

O sujeito cabeludo sentiu uma mão em seu ombro. Uma voz profunda e bela ressonou por trás dele.

"Temos que trabalhar nisso pra você ter credibilidade, Filho."
"Ah, Pai! Essa de Jesus Negão de novo! Primeiro foi aquela de me colocarem na pele do Maurício Gonçalves pro tal Auto da Compadecida. Admito, foi uma excelente idéia e o cara que me interpretou fez um excelente serviço... Mas é difícil não fazer com um roteiro daqueles!"
"Entendo... Acho que você vai ter que ir passear na nossa cidade outdoor logo, logo."
"Só pega leve dessa vez, por favor... Se eu voltar na pele do Lázaro Ramos dessa vez, vai dar merda!"


Obs.: Como no post anterior, deixo a sugestão de alguma música que tenha o espírito do texto: "A Arte do Insulto" - que nada tem a ver com A Arte de Insultar, de Arthur Wolverine Schopenhauer.

The Devil went down to Rio - Parte I


A partir de hoje, passo a relatar o caso
"O Chifrudo, o Cabeludo e o Pascoal", que conta a história de como Jesus voltou ao mundo para anunciar o Apocalipse. Cometendo o pequeno deslize de aparecer logo no Rio de Janeiro - no meio do carnaval. Paralelo a isso, conto também sobre como o Diabo resolveu fazer uma faculdade de Direito, para melhor se preparar para a batalha final. E tem o Pascoal também, mas ele estava bebendo e não faz a mínima idéia do que está se passando.


Certa feita, havia, no Rio de Janeiro, um gaiteiro que tocava como o tinhoso. Na verdade, tocava muito mais do que o tinhoso. Sua gaita soava como o tamborilar dos dedos de Deus no trono celeste - ao menos era o que sua mãe lhe dizia, e, como sabemos, mães não mentem. O capeta, ensandecido de inveja que estava, foi tirar a história a limpo e prestou uma visita ao Rio. Cidade que ele nunca visitava muito, por causa daquela porcaria de estátua gigante da franquia adversária que colocaram como cartão postal do lugar. E também porque os malandros da cidade eram notórios. Uma vez, roubaram até seu rabo! Teve que voltar pra casa pelado e andando... e todos sabemos como a Argentina fica longe do Rio de Janeiro!

Então, lá chegou o Seu Capeta, de malas prontas, terninho branco e chapéu panamá. Só não tinha seu cavanhaque tradicional, porque no Brasil faz um calor dos infernos e o diabo se sentiu em casa, sobretudo quando foi fazer seu desjejum em Brasília. Ao que parece, o tranca-rua trata com uma identificação familiar ímpar todo aquele que vendeu sua mãe por vot... digo, com os parlamentares. Só usa barba pra trabalhar... E, nesse país, quem usa terno não trabalha! Aqui era diversão! Além do mais, isso de diabo de cavanhaque já encheu mais o saco do que a piadinha do Mário (e não pergunte "que Mário?", pelo amor de Deus). Depois de quase ser assaltado no Aterro do Flamengo, só tendo escapado porque estava fedendo a enxofre e a despacho mal feito com galinha preta, não que os marginais cariocas sejam supersticiosos, mas são limpinhos, pelo menos. Foi indo já pra Cinelândia, onde morava nosso herói. Sexto andar. Hum... Auspicioso.

Após insistentes batidas, veio à porta um velhinho gorducho e de pijamas, com uma latinha de cerveja na mão e a outra a coçar o saco. Ao fundo, escutava-se algo bem parecido com Charlie Daniels Band e via-se uma pilha de umas 200 ou 300 latinhas de alumínio hermeticamente dispostas a formar um caos total (!?). O apartamento era modesto e o capeta já foi entrando com a graciosidade (e a insuportabilidade) de um gato.

"Perdão pela intromissão em hora inoportuna, meu caro senhor. É que ouvi dizer que eras o melhor gaiteiro do mundo e vim lhe fazer uma proposta... O que me dizes?"
"Como é que vou dizer algo sem escutar a proposta, moleque? Toma aí essa cerveja... senta no sofá e vai falando!"
"Mas, muito obrigado pela cortesia..."
"Cortesia é meu caralho. Essa porcaria está quente e você está com um bafo horrível. Toma essa merda aí, pelo menos pra ver se melhora!"

Um tanto quanto abalado pela audácia do velho, o capeta resolveu por sua proposta na mesa. Uma linda gaita Hohner, feita de ouro puro e comprada com o Cartão Corporativo dos Amiguinhos do Tio Lula (TM). O gordinho logo olhou para a gaita, como se fosse um garotinho diabético diante de um copo, tamanho industrial, de nutella.

"É o seguinte, senhor... er... como é mesmo seu nome?"
"Pascoal. Ernesto Pascoal."
"Bem, senhor Pascoal, eu te dou essa gaitinha dourada se me tocares uma música melhor do que eu! Se perderes, porém, jamais soprarás novamente uma nota na sua vida!"
"Hum... negócio feito. Manda a ver!"

O diabo desfilou nota após nota, formando uma frenética e transcendental sinfonia. Era, de tal modo, melhor do que um misto de James Cotton, Little Walter e Sonny Boy Williamson (grandecíssimos gaiteiros, seu pagodeiro! Procure já no eMule - Anuncie aqui também seu software). Mas, quase ao fim, não se contendo de tanta satisfação dentro de si, errou uma única nota.

"Você toca bem mesmo, rapaz. Deixa eu ver o que eu arrumo..."

Minutinhos depois...

"Ganhei."
"Como assim?! Você tocou Atirei o Pau no Gato!"
"E daí? Você disse tocar uma música melhor do que você, não uma música melhor do que a sua! Não errei nota alguma. Ou você não se lembra do que propôs? Se eu tivesse errado uma ou duas notas, aí sim, nesse caso, você ganhava..."
Quicando de ódio, o diabo entregou a gaita.
"Agora, quer fazer uma aposta, seu capeta?"
"Como sabes quem sou eu, mortal?!"
"O único ser idiota o suficiente para firmar contratos sem ter uma noção mínima do Código Civil é o diabo! Ou você acha que ia ter sido enganado tantas vezes na história se tivesse uma noção mínima de Direito?"
"Engraçadinho... Diga lá o que propõe!"
"Eu aposto que consigo fazer uma verdade valer mais como mentira do que como a própria verdade. E, se eu conseguir, tu vai é sumir da Terra por uns 10 anos!"
"Rá! Aposta feita! Independentemente do que pedires, se não conseguires, arrasto sua alma pro inferno! O que é quase certo..."
"Então tá bem... vou espalhar por aí que eu venci o diabo num desafio de mentiras. Ninguém vai acreditar, e, mesmo sendo verdade que eu te ganhei, como acabei de fazer, a mentira - hipotética para meus ouvintes - vai ter me rendido que você retire esse seu traseiro imundo da minha casa por pelo menos 10 anos, mesmo que ninguém acredite na verdade. Tchauzinho, filho da puta!"

A sala se encheu de uma luz avermelhada e o diabo cresceu em 5 vezes seu tamanho (como sempre faz nos filmes, e, misteriosamente, não destrói o cenário com tal mudança). Bufando fogo e fumaça, urrou com uma voz brutal e grosseira (alguns diriam até que ouviram o ACM gritando num prédio da Cinelândia aquele dia):
"Maldito seja você e sua família, Pascoal! De onde diabos você tirou essas filha da putagens?!"
"Vou te presentear com uma canção nova de minha autoria, Seu Capeta... começa mais ou menos assim: - puxando 6 ou 7 notas na sua nova gaitinha de ouro, Pascoal começou a cantar - Ô tinhoso, cabra da peste, cão safado! Já fui puto, safardana e drogado! Mas a raça, da pior que fui, foi estudante de advogaaaaaado!"

Sumiu, então, o diabo, numa explosão de luz, fedor e purpurina.

Nesse ano de 1991, o mundo se viu livre então de algumas influências do bicho ruim. Caiu a União Soviética aos 31 de Dezembro, enunciando maravilhas por vir. Afinal, os comunistas comiam criancinhas no café da manhã! Isso, notavelmente era obra do demônio. Posteriormente, esse ofício foi santificado e exercido regulamentadamente por sacerdotes e um ou outro eventual astro albino da música pop, transformando uma prática abominável em um instrumento da graça religiosa. Em Janeiro do ano seguinte, George Bush pai, vomita no colo do primeiro ministro japonês quando sentiu que George Bush avô se foi do mundo. Logo em outubro, Collor foi deposto, trazendo sorrisos e porres regados a bebidas compradas com o dinheiro das poupanças devolvidas. Foi, também em 92, exibido o último Xou da Xuxa. E é desnecessário explicar a influência do diabo nisso.

E o capeta voltou a Buenos Aires.


Obs.: A quem interessar, a música "The Devil went down to Georgia" fica como dica.